sexta-feira, 23 de maio de 2008

Cantora Duffy encabeça nova invasão britânica de garotas


Leona Lewis, Adele, Kate Nash, entre outras, fazem parte da era pós-Amy Winehouse.Elas estão desbravando as paradas norte-americanas - cada uma a seu jeito.
A polêmica Amy Winehouse - cujo álbum mais recente, “Back to black”, lhe rendeu cinco prêmios Grammy no início do ano - e sua colega londrina Lily Allen, com seu aclamado “Alright, still”, podem ter dado a largada na nova invasão britânica. Mas cantoras como a galesa Duffy – ao lado de Leona Lewis, Adele, Kate Nash, Laura Marling, Estelle e Amy MacDonald – estão traçando seu próprio caminho rumo aos Estados Unidos. Cada uma delas tem qualidades únicas, mas ainda são chamadas de “as novas Amys”. “Prefiro ser uma anônima a ser conhecida pelo que não sou”, radicaliza a meiga Aimee Anne Duffy, de 23 anos, que se apresentou para uma multidão no festival Coachella, na Califórnia.
Seu recém-lançado álbum de estréia, “Rockferry”, foi direto para o topo da parada na Inglaterra e estreou nas primeiras posições americanas na semana passada.Para o produtor Mark Ronson, um dos principais responsáveis pelo sucesso do segundo álbum de Winehouse, as pessoas passaram a prestar atenção aos novos talentos por causa dela. Segundo Ronson, antes de Amy as inglesas não tiveram muito impacto nas paradas nos últimos anos. “Elas realmente abriram as portas para diversas outras cantoras, embora eu ache que nenhuma delas soe igual”, diz ele, que também produz os discos de Adele e Estelle – essa última uma rapper descrita como “a Lauryn Hill inglesa”. Na era pós-Winehouse, Leona Lewis foi a que levou a melhor. Seu álbum de estréia, “Spirit”, foi direto para o topo das paradas em março. Já a canção “Bleeding love” se tornou a primeira de uma cantora inglesa em 21 anos a conquistar o topo da Billboard Hot 100.
Kate Nash também se apresentou no Coachella, enquanto Adele ganhou fãs pela voz aveludada de cantora de blues. Para a editora do semanário musical inglês “NME”, Krissi Murison, essas cantoras significam um sopro de ar fresco no cenário. “Elas não se parecem com algo fabricado; pelo contrário, têm personalidade”, empolga-se, citando algumas bandas lideradas por mulheres que merecem atenção – caso do Duke Spirit e do Ting Tings.

Nenhum comentário: