Pedro Pelotas, da Cachorro Grande, chorou de emoção com os Stones
Dia 4 de abril é a estréia mundial de “The Rolling Stones – Shine a Light”, do diretor Martin Scorsese.
Mais do que um simples filme sobre música, o registro é histórico, porque mostra a melhor banda de todos os tempos na visão de um dos melhores diretores da história do cinema mundial.
Scorsese dirigiu clássicos como “Taxi Driver” (1976), “Os Bons Companheiros” (1990) e “Touro Indomável” (1980).
No rock´n´roll, além de ter montado o filme sobre o festival de Woodstock (1969), o diretor tem no currículo o ótimo “The Last Waltz” (1978), que flagrou a festa de despedida do grupo The Band.
Ele também dirigiu o belo documentário sobre Bob Dylan “No Direction Home” (2005) e encabeçou o especial sobre blues "Martin Scorsese Presents the Blues — A Musical Journey" (2003).
Depois dos Rolling Stones, o diretor já prepara um próximo filme dedicado a Bob Marley.
Dupla de peso: Scorsese e Stones
Apesar da exibição de “The Rolling Stones – Shine a Light” acontecer somente no mês que vem, o mtv.com.br foi convidado para uma sessão em primeira mão. Aproveitamos o convite e chamamos Pedro Pelotas, tecladista da Cachorro Grande, para ir junto.
O gaúcho é fanático por Rolling Stones e, além de ter adorado o longa, chorou de emoção em diversas cenas. Saiba mais sobre o filme nas palavras do próprio Pelotas:
“O filme é fantástico. Na verdade eu já esperava isso, até porque sou muito fã da dupla Rolling Stones e Martin Scorsese. Mesmo assim vou além e digo que é o melhor registro que fizeram dos Stones.
O diretor conseguiu captar toda a autenticidade da banda, sem abusar dos efeitos visuais.
Não é um jeito convencional de gravar um DVD de rock. Sou fã do tipo de filmagem rock´n´roll do Scorsese desde o “Last Waltz”. É difícil resumir o estilo dele, mas dá a impressão que você está ali no meio do palco.
Ele cria uma total intimidade com o grupo.
Por exemplo, o começo do filme mostra o Scorsese desesperado porque eles não entregavam logo o set list. Faltava uma hora para começar o show e o diretor não sabia quem focalizar no primeiro acorde... É engraçado, mas rock´n´roll é isso.
Mick Jagger e Richards entre hits e raridades
É um show deles no também histórico Beacon Theater, um teatro menor e, na minha opinião, mais bacana para se fazer um filme. Acabou gerando umas cenas de total intimidade entre os Stones e a platéia.
Além do show, aparecem cenas antigas da banda, arquivos e bastidores. Destaque para as cenas de entrevistas ao redor do mundo, onde os Stones dão uma aula de como responder ironicamente algumas perguntas sem noção.
No repertório, me surpreendi com o Keith Richards cantando “Connection”, do disco Between the Buttons (1967). Outra raridade foi poder ver ele, sem a guitarra a tiracolo, cantando “You Got the Silver”, do Let It Bleed (1969).
O palco do histórico Beacon Theater, em Nova York
Claro que os clássicos estão aqui, como “Sympathy for the Devil”, “Jumpin´Jack Flash”, “Star Me Up”, “Brown Sugar”.
As participações foram outro acerto. O Jack White está visivelmente emocionado em fazer um dueto com Mick Jagger. Até a Christina Aguilera, mais conhecida no mundo pop, mandou bem. O mestre do blues Buddy Guy então... Cantou e tocou como ninguém. Inclusive, reparem no final do som, quando o Keith fica tão contente com o blues man que lhe dá sua guitarra de presente!
Jack White fez um dueto com Jagger
É o tipo de filme que deve ser assistido no telão.
Através do filme fica nítido que os Stones tocam e se divertem muito. Estão na estrada a mais de 40 anos e, se quiserem, têm dinheiro o bastante para pararem de fazer isso a hora que quiserem. Ali no palco, é feeling mesmo.
Os Rolling Stones são a maior banda da atualidade!”


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